A história de Splinter Cell: Conviction se passa depois dos eventos de Double Agent. Sam Fisher não trabalha mais para a Third Echelon e está investigando a morte de sua filha. O enredo é muito bom, como era de se esperar de qualquer obra com a supervisão de Tom Clancy. Os gráficos ficaram bonitos, mas ao comparar o jogo com lançamentos recentes fica a impressão de que ele poderia ter sido muito melhor polido.
O jogo ficou bem fluido e dinâmico, com controles precisos e bem fáceis de aprender. Também há um inteligente sistema de coberturas, que não serve apenas para se proteger de tiros dos inimigos, mas também para incrementar o sistema de invasão e progresso sem alertar os inimigos.
Em conjunto do sistema de coberturas há a possibilidade de marcar inimigos para depois os executar. A morte é garantida, mas nem sempre sem comprometer o stealth. Parece cheating, mas para cada chance de marcar há a necessidade de matar um inimigo na mão sem ser visto. Essa é uma abordagem que incentiva uma estratégia de invasão silenciosa e dá um toque hollywoodyano na ação. O combate corpo a corpo é um dos destaques do jogo: ele rápido, brutal e eficiente. Com movimentos baseados no Krav Maga, Sam Fisher desarma, imobiliza e mata os inimigos rapidamente.
Os gráficos ficaram bonitos, com cenários bem trabalhados e detalhados. Mas houve uma pequena gafe no meio do jogo. Há uma parte do jogo que a história se desenvolve na guerra, que, além de acabar forçando a comparação com os fantásticos gráficos de Call of Duty: Modern Warfare 2, também força uma abordagem de FPS, que não combina com a engine do jogo ou com a a jogabilidade que foi desenvolvida até então.
Também tiraram features legais que estavam nos vídeos de demonstração. Não há mais a grande interatividade com o ambiente, que era um dos destaques dos trailers antigos. Nada de: o ambiente é a principal arma de um fugitivo. Não há a possibilidade de atirar objetos aleatórios nos inimigos, nem de colocar mesas e cadeiras para bloquear portas. Também foi removida a possibilidade de movimentar os corpos dos inimigos mortos.
Uma outra coisa anunciada que foi removida do game é a possibilidade de Sam se misturar em meio as pessoas do cenário, de forma a atrapalhar os inimigos ou policiais que eventualmente poderia estar perseguindo Fisher. Era uma característica muito parecida com a que aparece em Assassin's Creed.
A mudança no estilo não foi tão grande quanto anunciada, pois se Sam Ficher é fugitivo, seria de se esperar alguma fuga da polícia, algumas fases sem equipamento nenhum. Eu esperava várias fases de fuga da polícia, algo no estilo Assassin's Creed, só que mais moderno, mas nem isso teve.
Mas mesmo com algumas decepções, o jogo ainda ficou muito bom, bem melhor que os Splinter Cells antigos e bem acima da média da qualidade dos jogos lançados em geral. É um must have para os fans da série e provavelmente pode mudar a opinião daqueles que não gostaram dos jogos antigos.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
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