Achei o Dragon Age: Origins bem divertido, tão divertido que aproveitei as férias e terminei ele duas vezes e meia! Terminei outro tipo de personagem, para ver como o gameplay muda e também para tentar explorar outras possíveis decisões importantes durante o jogo. Na primeira jogada eu demorei umas 60 horas para acabar o jogo e acho que cada uma delas valeu muito e recomendo fortemente que vocês joguem!
Joguei com um Rogue Dalish, um elfo da floresta que lutava com duas espadas. Achei o início um pouco intrigante, mas fiquei meio confuso com a mudança no foco da história. Mas claro que essa mudança é completamente justificável. No jogo é possível escolher 6 diferentes origens para o protagonistas e cada uma dessas origens tem algo entre 30 minutos a até 1 hora de jogo. Então a mudança no foco da história é justamente a maneira com que o protagonista deixa a vida que tinha e acaba na história principal do jogo!
Aliás, o cuidado com a história e com o background é notável: a história de cada um dos personagens importantes e os eventos passados foram bem cuidados. E o compromisso em criar um cenário coerente fica bem claro ao coletar os codex durante o jogo, que são pedaços de informações que estão em livros, quadros, esculturas ou até mesmo em diálogos entre os personagens.
Uma coisa que gostei nesse RPG, que acho que nem deve ser mais novidade para os gamers de hoje em dia, são os plot-helpers. Explico: conforme você avança no jogo e conversa com outros personagens, informações chaves são registradas num menu de quests e subquests. Lá tem a informação de onde você viu a quest e o que é necessário fazer para completar ela. Assim fica bem difícil de se perder durante o desenvolvimento do jogo e nem mesmo esquecer de completar as subquests.
O sistema de combate é bem divertido, e até agora é o melhor sistema de "action rpg" que conheci. No Xbox 360 é possível controlar um personagem por vez (de uma party de 4, formada pelo protagonista mais 3 outros personagens) e e usando um menu de acesso rápido ou um sisteminha tático é possível definir o que cada personagem fará. Ou, a parte melhor, mas nem tão melhor assim, é possível programar o que cada um dos personagens irá fazer. Só reclamo que a disponibilidade de configurações das ações dos personagens da party seja bem limitado no começo.
O sistema de evolução é ótimo e dispensa o level grinding, só não é perfeito pois com a evolução do personagem há uma evolução um tanto exagerada dos inimigos, aí a solução é garimpar ítens bem fortes. Sorte que consegui uma tal Juggernaut e Wade's Superior Dragon Scale Armor e isso ajudou bastante.
Só me desapontei um pouco com os gráficos que, pelo menos no x360, parecem de "ps2 em 720p". Basta comparar Brecilian Forest com as florestas de MGS3 para sentir um certo desgosto. Mas ainda assim achei o cenário das fases bem trabalhado. E a coisa mais irritante dos gráficos é que pontos importantes do cenários são destacados com umas luzes cintilantes e acontece que as vezes uns cantos cintilam por causa de um bug, e não por que tem alguma coisa interessante lá.
Ah, claro, um dos pontos fortes do jogo é como as decisões influenciam no desenvolvimento da história. Há coisas mais simples e interessantes como o comportamento dos personagens da party, que podem aprovar ou desaprovar as decisões do protagonista, a até decidir sobre a vida e a morte de personagens importantíssimos para o desenvolvimento futuro da história. Para testar um pouco isso, tentei profanar algo sagrado e de grande importância e um dos personagens da minha party se voltou contra mim e tive que matar ele.
Spoilers:
Comecei a ver algumas das possíveis origens dos personagens. Parece que a origem que eu escolhi primeiro, a de elfo da floresta, é a segunda mais boba, sendo que elegi a origem de humano nobre a mais boba de todas. Sei que elfo-da-floresta é uma coisa bem cliché, mas filho de rei que é traído e tem a chance de se vingar e ao mesmo tempo acaba com um grande mal...
A origem de anão nobre é das mais legais, pena que no final o foi meio eu não sei como terminar então inventa qualquer coisa aí. Achei ruim o jeito que enfiaram o Ducan no final da história.
Mas me diverti mesmo com o elfo homem (digo, do sexo masculino!) da cidade: nada como invadir um castelo, matar todo mundo, inclusive o filho do Arl de Whatever, salvar as elfas que foram/seriam estupradas e depois contar na cara do rei! Eu me rachei de rir com a reação dele! :D
quarta-feira, 2 de junho de 2010
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