quarta-feira, 1 de abril de 2009

Voltando a jogar

Estou tentando voltar a jogar RPG há um tempão, mas não está sendo fácil. Tentei várias vezes jogar com meu irmão, primos, velhos amigos que jogavam, mas tudo conspirava para atrapalhar.

Agora isso vai mudar, e quero fazer de forma com que eu não tenha apenas uma aventura entediante que vai fazer com que depois todos os jogadores arrumem desculpas esfarrapadas para parar de jogar, então resolvi fazer isso direito.

Não sei exatamente o que é fazer direito, mas procurando na Internet e refletindo bastante acabei tendo várias idéias que podem me ajudar a voltar a jogar, me divertir e garantir a diversão de meus amigos.


Fornecer personagens prontos

Já vi acontecer várias vezes de grupos desistirem de jogar antes mesmo de terminarem de criar seus personagens, e, mesmo quando já criaram os personagens, acabaram criando coisas conflituosas que atrapalham a formação de um grupo, ou que não servem, de forma alguma, às aventuras planejadas.

Minha dica é bem simples, e desconfio que flexível: basta deixar alguns personagens prontos, com algum background e personalidades não muito bem definidas, além de ficha pronta, e permitir que os jogadores escolham seus personagens e mudem coisas como o nome, algumas informações bibliográficas e até alguns pontos da ficha.

Essa flexibilidade pode até ir um pouco além, como permitir que, mesmo depois de umas duas ou três aventuras, o personagem sofra alguma modificação simples, de forma com que o personagem fique mais próximo do que o jogador quer.


Regras simples e fáceis de aprender

Essa não é exatamente uma dica, alguns narradores mais experientes conseguem levar à frente um grupo de jogadores, usando um sistema complexo, mesmo que os jogadores não entendam quase nada da dinâmica do jogo.

Mas caso você esteja numa situação como a minha, isto é, não joga nada há vários anos, então a melhor alternativa é ter um sistema rápido de aprender, e, depois de alguma experiência, mas só se houver a necessidade, aprender um sistema mais complexo.

O mais desejado, na verdade, seria ter regras simples e fáceis de aprender, que, ao mesmo tempo que permitem que o sistema seja aprendido rapidamente, também permita que o sistema seja ampliado para situações mais abrangentes, caso o pequeno conjunto de aventuras evolua a uma campanha e os jogadores queiram algo mais abrangente.


Aventuras ao gosto do freguês

Conseguir gente para jogar nem é difícil, o problema é manter todo mundo empolgado. Uma coisa muito chata que eu vi acontecer várias vezes foi uma aventura começar e as pessoas começarem a pescar, digo, dormir. Claro que para uma aventura dar certo ela precisa estar bem planejada e organizada, com ambientes bem trabalhandos e tudo o mais. Só que isso não é o suficiente, é importante que o gênero, o clima e o estilo da história estejam de acordo com o gosto dos jogadores, ou logo eles se cansarão.

Isso nem é muito difícil de resolver, basta conversar com os jogadores antes de começar a planejar alguma aventura, campanha ou cenário e descobrir do que eles gostam, quais filmes tem assistido, que mangás ou gibis estão lendo. Todas essas coisas dão pistas para definir qual será o rumo da história, e deixar os jogadores empolgados com seus personagens que lembram heróis ou vilões que eles gostam e que estão os inspirando no momento.


Aventuras de uma única sessão

Essa é uma dica que parece boba, mas não é, muita gente não sabe direito o que é RPG e não sabe direito que vai querer continuar jogando outros possuem compromissos como namorada, trabalho ou faculdade para se preocupar.

Para aquele que não sabe se vai querer continuar jogando, é importante que possa conhecer os aspectos do jogo, que nem tudo é rolagem de dados, nem sempre são conversas aleatórias ou tentativas frustrantes de juntar os personagens numa aventura sem pé nem cabeça.

Jogando uma aventura curta, de uma única sessão, o jogador vai saber como é a dinâmica do jogo, como são as batalhas e como são as missões e assim saberá logo se vai ou não querer continuar jogando.

Já para quem trabalha, namorada e estuda, essas aventuras de uma única sessão são interessantes pois eles podem ficar um longo tempo sem jogar sem perderem o fio da meada, sem esquecerem o que estava acontecendo. Cada vez que forem jogar se preocuparão com a situação do momento e não se o personagem estava ou não com no meio de um corredor cheio de orcs fedidos.

Essa maneira de jogar é interessante, pois deixa a história bem coesa e organizada. Nem é difícil organizar uma campanha dessa maneira, basta que o narrador quebre a campanha em pequenas missões complementares.


Conclusão

Dei apenas algumas sugestões, sei que elas sozinhas não são suficientes para conseguir um grupo de jogadores e fazer com que eles continuem interessados, mas acho que esse é um bom começo. Eu ainda não voltei a jogar, mas acho que agora as coisas vão dar certo. Caso tenha alguma dica ou sugestão, participe nos comentários.

4 comentários:

  1. Max, acho que uma coisa que pode ser feita é falar para o iniciante sobre como o personagem costuma se comportar. Depois disso, jogar sem citar muitas regras. Para que ele não se sinta incomodado por não estar à par das regras do sistema.

    Nordestinus

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  2. Olá Max!

    Seja bem vindo à blogosfera!

    Sem querer ser chato, você já se atentou para o movimento Old School?

    Se você está há 10 anos afastado do jogo, recomendo dar uma procurada em jogos com esta temática. Pode parecer um contraproducente, mas os jogos Old School modernos (os retro-clones) são extremamente simples e fáceis de jogar.

    Abraços!

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  3. faltou "pouco" antes de contraproducente! =P

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  4. Seja bem vindo à blogosfera! [2]

    Aconselho a buscar em comunidades de RPG do Orkut jogadores de sua cidade/estado,quem sabe até um ponto de encontro de rpgístas em sua cidade.

    Abrçs e Bons Jogos.

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