Quase todo mundo já deve ter brincado ou ter visto crianças brincando de serem personagens de desenhos ou de jogos, ou até mesmo brincado do famoso jogo de polícia e ladrão. Eu, meu irmão e meus primos adorávamos brincar de polícia e ladrão e também imitávamos os Cavaleiros do Zodíaco em brigas épicas. Até de Metal Gear Solid já brincamos, invadindo nossas próprias casas sem que mãe, pai ou outros parentes percebessem. E aqui está a essência de um jogo de RPG: interpretar personagens.
Só que pensar nessas brincadeiras é praticamente impossível sem lembrar das mais do que comuns brigas sobre se o tiro acertou ou não, se o golpe foi ou não foi fatal etc. Também tinham as brigas para decidir se era pra brincar de Metal Gear ou de Dragon Ball e mesmo depois de escolher o tema, ainda tinha brigas para saber como a história ia se desenvolver.
No RPG existem regras para diminuir essas conflitos, mas a maior diferença entre as brincadeiras infantis e o RPG é a existência do mestre, ou narrador. Uma das pessoas que vai brincar, digo, jogar, será o narrador da história, ele definirá as regras, o cenário, criará personagens e inventará uma aventura, um mistério policial ou mesmo um conto de horror. Cada um dos jogadores criará um personagem dentro do cenário que o mestre criou, seguindo regras que visam fazer com que os personagem de cada jogador seja comparável com o de outro, de forma com que seja possível resolver disputas entre eles.
As regras são chamadas de sistemas de RPG, que descrevem como os personagens podem ser feitos e maneiras de decidir disputas entre esses personagens. Existem vários sistemas de regras e os mais famosos no Brasil são D20, GURPS, 3D&D e Daemon e mais alguns outros que esqueci.
Uma partida de RPG começa com o narrador descrevendo o cenário e sugerindo de ação de cada personagem dos jogadores, então cada jogador descreve as ações de seus personagens e a história continua com o narrador descrevendo as consequências das ações e a história se desenvolve a partir daí. Aqui fica claro por que RPG não é teatro, pois num teatro todo o roteiro está escrito antes da peça e no RPG apenas o começo está escrito, mas depois todas as falas e ações ocorrem no improviso.
Mas o RPG não é todo de improviso, o narrador normalmente prepara um esboço de um conto, ou aventura, como é frequentemente chamado, e ajuda os jogadores a seguirem um determinado caminho até um objetivo. Esse protótipo de aventura é quase sempre desconhecido dos jogadores, para deixar o jogo mais intrigante e divertido.
Na Wikipédia há um artigo muito mais detalhado sobre RPG, vale a pena conferir.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário